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sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Morte, minha libertadora

Enterrando-me em meu desespero
Afogando-me em minha tristeza,
Vejo este mundo com desprezo
Rico que é em aspereza.

Essa luz que me queima os olhos
Esse frio que me chega aos ossos,
E esta dor da qual sou cativo....
Isso é estar vivo?!

Onde está meu criador,
Em todo seu esplendor?!
Aquele que prometeu me amar
E que nunca iria me abandonar?!
Simplesmente a todos deixou.

Aí vem a Morte que me consola,
A deusa que alivia minha dor!
Caminhando em passos lentos,
Aquela que desde o ventre me amou!

Trajando suas vestes negras
E me dando  um sorriso amarelo...
Chama-me ao cemitério.

Reina agora o silêncio do eterno vazio,
Um silêncio que chega a ser sobrenatural.
O Mundo dos Mortos, frio e sombrio,
Dá-me amor eterno  e  paz divinal.

Itamar Felipe

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