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quarta-feira, 29 de maio de 2013

Um Fim de Amor

Nunca as noites foram tão escuras
e nem a chuva em meu rosto tão fria.
Na melancolia cavei minha sepultura,
desde que saíste do porto de minha vida.

Gemo e tremo num frio de Morte...
um mergulho nas águas do extremo Norte?
Não, isto é o fim que se aproxima...
foi esta sempre a minha sina.

Agora te sinto em meus braços, Anjo...
meu último suspiro será teu nome,
a última imagem, teus olhos cor de bronze.

Digo-lhe adeus do alto desse Monte...
Que o vento  lhe diga que te amo,
que para ti foi meu derradeiro canto.

Itamar Felipe

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