Decadência
Minha alma está doente ...
está definhando pouco à pouco.
Lá do fundo emana um choro
que atinge o coração já decadente.
Foge de mim a fome
e tornam-se minhas noites insones.
Sinto subir por minha garganta
sofrimento que me quebranta.
Ouço passos lentos e delicados ....
uma porta que range ....
toca docemente meus machucados
um torpor que a tudo abrange.
Posso ver pela janela
a inscrição na mortal estela:
'' Venha, a eternidade lhe espera.''

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